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Por
caminhos,
tortuosos,
sobre-humanos,
passei,
Andei
à
míngua,
e
dolorosamente,
pão
mastiguei,
Pois
que
me
faltavam
os
dentes,
que
a
malquista
Droga,
me
hei
levado,
para
longe,
de
toda
a
vista.
Muitas
vezes
pedi
socorro
baixinho,
me
entreguei,
Ao
dia
a
dia,
feito
cegueira;
meus
punhos
aí
cerrei
Contra
toda
esta
maldição,
contra
todo
alquimista,
Que
na
mão
punha
o
saco
que
perto
de
mim
dista.
Dormi
ao
relento,
se
dormir
fosse
então
já
possível,
Pois
que
a
falta
se
sobrepunha
a
tudo,
e
consumia,
O
pouco
alento
que
aí
me
sobrava,
ainda
discutível.
E
como
não
podia
deixar
de
ser
a
Overdose
surgiu,
Por
mais
de
uma
vez,
e
a
auto
inflação
me
distraia;
Eis
que,
não
podendo
nada
contra
mim,
me
mentiu…
17/01/08 |